Mundo de ficçãoIniciar sessãoA família Calderón construiu um império de poder e influência, mas por trás de sua fachada imbatível, esconde-se um mundo de segredos, traições e escolhas difíceis. Cada membro da família carrega suas próprias lutas internas, movidos por lealdade, ambição e, por vezes, pelo desejo de proteger aqueles que amam. Entre negócios obscuros e alianças arriscadas, os Calderón enfrentam desafios que testam não só seu controle sobre o império, mas também seus corações. O amor, muitas vezes proibido, se mistura com o ódio e a vingança, criando um jogo perigoso onde, por mais que tentem, ninguém sai ileso. Em um mundo onde a confiança é um luxo e a lealdade é sempre colocada à prova, os membros da família Calderón precisam decidir até onde iriam para proteger os que amam e, acima de tudo, se são capazes de manter sua humanidade em meio ao caos. São homens fortes, mas que desejam o prêmio maior. Amor!
Ler maisParte 139...CamilaMeu Deus, nunca senti tanta dor assim. Agora estou morrendo de medo. Não sei se isso é normal ou se é porque eu tive meu problema com o quadril.As contrações estavam vindo mais fortes e em um intervalo menor. Me sinto muito ansiosa. Quero logo que isso passe. Tanto porque quero ver os meus filhos ao meu lado e também porque quero que essas dores acabem.Finalmente o médico veio me ver. Com Alejandro ao meu lado, ele fez o exame e disse que eu já estava com oito centímetros de dilatação. Logo eu poderia fazer o parto.— Já vamos preparar a sala de parto para receber você, Camila. Quando ele saiu, Alejandro se inclinou e alisou minha testa suada.— Está doendo muito?— Está sim - soprei o ar e engoli em seco — Estou com medo, Alejandro - senti lágrimas na bochecha.— Não fique, vai dar tudo certo - ele mexia em meu cabelo.Senti outra contração e apertei a mão dele, mordendo o lábio.— Ai... Merda, Alejandro... A culpa é sua.— Minha? - apertei mais sua mão — Ok...
Parte 138...AlejandroSubi as escadas a passos firmes, ajeitando a camisa e pensando no paletó que parecia mais sufocante a cada segundo. Pela hora, talvez eu só use durante a cerimônia e depois me livro.As flores já estavam no lugar, o altar improvisado no jardim, comidas e tudo mais pronto. Só faltava minha mulher descer.Sorri de lado só de pensar. Minha mulher. Pela segunda vez iríamos nos casar. Passei a mão pelos cabelos, já imaginando como Camila ia ficar linda, mesmo bufando de irritação por causa da cerimônia que ela queria menor, mas minha mãe não abriu mão. Eu já a conhecia bem: ela ia reclamar, resmungar, ameaçar me matar e ainda assim, estaria mais bonita do que qualquer noiva de igreja de novela. Mesmo com o barrigão. Me aproximei do corredor que levava ao quarto e ouvi passos apressados.— Alejandro! - ouvi Malena gritar.Virei a cabeça e vi as duas descendo a escada quase correndo, segurando os vestidos.— Que porra é essa? - franzi a testa.— É a Camila! - Clara ar
Parte 137...CamilaAlguns meses depois...O sol se punha lentamente atrás dos muros altos da propriedade, tingindo o céu de laranja e dourado. A casa parecia mais viva do que nunca, com empregados correndo de um lado para o outro, flores sendo entregues, músicos testando seus instrumentos e a cozinha exalando aromas que deixavam até Zeus, deitado na varanda, com a língua de fora de tanta expectativa.A tão sonhada cerimônia que Celeste havia planejado com tanto fervor, finalmente aconteceria hoje à tarde, mesmo que contra a vontade dela, fosse uma celebração íntima em casa.Pra mim estava ótimo assim. Com o peso da minha barriga, eu nem queria ficar andando muito. Alejandro nem precisava mais ficar reclamando para que eu ficasse calma no quarto, em repouso. Eu mesmo já queria isso.Quando fomos fazer a ultrasonografia, descobrimos que não era apenas um, mas dois bebês que eu tinha comigo, o que me causou uma grande surpresa e mais ainda para Alejandro.Mas o médico já tinha me alerta
Parte 136...CamilaTrajano se espantou quando passamos por ele no corredor e andou apressado na frente, para abrir a porta, enquanto Alejandro corria comigo até o carro. As mãos dele tremiam quando abriu a porta e me acomodou no banco, colocando o cinto de segurança com uma delicadeza desesperada.— Aguenta, Camila... - repetia quase como uma oração, enquanto Zeus pulava para o banco de trás, sem ser mandado. — Trajano, avise aos outros. Estamos indo para o hospital.— Mas é claro que aviso, senhor.Vi quando os seguranças correram para o carro também, para nos seguir. O carro arrancou com um ronco forte, os pneus cantando na brita e saímos pelo portão já aberto.A cada solavanco, eu gemia baixinho, e via, pelo canto do olho, Alejandro apertar o volante com tanta força que seus nós dos dedos ficaram brancos.— Fala comigo - pediu, rouco. — Qualquer coisa, Camila. Não dorme. Fala comigo.— Estou... Tentando... - sussurrei. — Mas não vou dormir com essa dor...Meu corpo parecia cada ve
Último capítulo