07. MORTE DIÁRIA
DANNA PAOLA MADERO
Passei muitos dias naquele lugar. Nua e acorrentada ao chão.
A novidade era que aquela velha trouxe pelo menos um colchão para que o desconforto e o frio fossem menores. Ingênua, ainda pensei que sentisse um pouco de compaixão por mim, mas ela o fez apenas por que o chefe dela precisava de um lugar mais confortável para satisfazer seus desejos masculinos.
Eu era usada todas as noites pelo mesmo homem. E quando ele me tocava, um pedacinho de mim morria. Todas as vezes que