Ainda era cedo quando acordei. Dormir tranquilamente no hospital era impossível.
O pronto atendimento tinha aquele silêncio estranho de madrugada virando manhã — o som distante de passos, o arrastar de macas, a luz branca demais pra quem não dormiu.
Eu estava ali, numa cadeira reclinável, o braço com soro, enrolada num cobertor quentinho que minha mãe mandou por meio do meu pai. Aguardava uma vaga para internação, sem saber quando sairia.
O corpo pesado de remédio, mas a cabeça acordada.
Meus p