Ariana respirou fundo, afastando a lembrança antes que ela a destruísse ali mesmo.
— Você tá bem, minha filha? — perguntou dona Iracema, tocando seu braço.
Ariana sorriu com esforço, piscou — uma, duas vezes — tentando afastar da mente a imagem de Eduardo no batente da janela, o rosto adolescente dele iluminado pelo fim da tarde, o coração dos dois batendo no mesmo ritmo.
Algumas lembranças eram como a maré:
iam, vinham e te puxavam pelos tornozelos sem pedir permissão.
Ela respirou fundo, agrad