O quarto de Ariana estava um caos de malas abertas, roupas dobradas pela metade e memórias espalhadas por todos os cantos. Ela estava guardando os últimos livros quando ouviu um leve toque na janela — aquele toque que ela reconheceria até de olhos fechados.
Ela se virou.
Eduardo estava ali, apoiado no batente de cimento do jardim lateral — o mesmo onde eles passavam tardes inteiras conversando quando eram crianças. O batente deixava ele alto, exatamente na altura da janela. A posição perfeita pa