Quinze dias se passaram como se tivessem sido embalados pelo sol.
A vida de Ariana entrou em um ritmo que parecia quase irreal de tão feliz. Manhãs com Samuel. Noites divididas entre jantares simples, filmes no sofá, conversas longas e risadas fáceis. Ele era presente sem sufocar, cuidadoso sem invadir. E, sem perceber exatamente quando, Ariana foi gostando mais… e mais… e mais dele.
Samuel não fazia promessas grandiosas em palavras.
Ele confirmava tudo em gestos.
No jeito de esperá-la depois do trabalho.
No cuidado em lembrar como ela gostava do café.
Na atenção genuína quando ela falava da infância, da mãe, das fases difíceis que a moldaram.
E Ariana, já n]ao gostava dele apenas pela ideia de um amor seguro, mas por ele, exatamente como era. Quanto mais ela o conhecia, mais o admirava.
Ela ainda pensava em Eduardo, em como ele estava, se ele estava realmente bem e feliz com a família dele, mas cada vez mais, essas lembranças eram substituídas pelas que ela estava criando agora com