Ariana ainda estava com a respiração curta quando Samuel a envolveu num abraço devagar, como se tivesse medo de machucá-la.
Ela não abraçou de volta de imediato.
Ficou ali, rígida, tentando processar tudo — as vozes, a humilhação, os olhos julgadores, a lembrança cruel da mansão dos Barcelos, Hanna… a palavra “empregada” ecoando como um tiro.
Depois de alguns segundos, finalmente inspirou fundo e se entregou ao calor dele.
Samuel ficou parado, braços firmes ao redor dela, como se quisesse prote