Carros chegavam e partiam, buzinas, vozes, malas rodando e entre toda aquela confusão, um silêncio estranho se instalou entre eles.
— Então é isso — Samuel disse, tentando sorrir.
— É — ela respondeu, numa voz baixa, quase rouca.
Ele respirou fundo.
— Posso te levar pra casa, se quiser.
Ela nem pensou.
A resposta saiu rápido demais.
— Não… tudo bem. Vou sozinha, já deixei um carro agendado para me pegar
Samuel tentou não deixar transparecer, mas o incômodo apareceu. Não era rejeição, era a confirmação de que algo tinha mudado nela.
— Como você preferir — ele disse, guardando a mão no bolso.
Ariana assentiu, olhando para o chão por um segundo, como se estivesse reorganizando pensamentos antes de falar algo que nunca encontrou forma.
— Obrigada pela viagem… por tudo.
— Eu que agradeço — ele respondeu, em tom mais suave. — Foi… inesquecível.
O olhar dele dizia mais.
O dela fugia.
Ela puxou a mala, deu um passo para trás, sem coragem de prolongar o momento.
— Então… tchau, Samuel. E
Ele s