Carros chegavam e partiam, buzinas, vozes, malas rodando e entre toda aquela confusão, um silêncio estranho se instalou entre eles.
— Então é isso — Samuel disse, tentando sorrir.
— É — ela respondeu, numa voz baixa, quase rouca.
Ele respirou fundo.
— Posso te levar pra casa, se quiser.
Ela nem pensou.
A resposta saiu rápido demais.
— Não… tudo bem. Vou sozinha, já deixei um carro agendado para me pegar
Samuel tentou não deixar transparecer, mas o incômodo apareceu. Não era rejeição, era a conf