Ariana caminha pela estrada de terra sem realmente ver para onde está indo. As luzes da pousada ainda estão longe, mas os pensamentos dela estão tão altos que abafam todo o resto, até o som dos próprios passos.
A culpa vem primeiro, como um nó no estômago. Ela sente vergonha, medo, raiva de si mesma.
E frustração, muita frustração.
Mas por baixo de tudo aquilo… havia algo ainda mais perigoso:
Eduardo.
Vivo.
Presente.
Latejando dentro dela como se os anos nunca tivessem passado.
Ariana começa a lembrar como o toque dele ainda queimava na pele, da voz dele ainda vibrava na cabeça dela falando no pé do ouvido dela, do quanto ela não conseguia
E isso… isso a deixava apavorada.
Porque não tinha como comparar.
O que ela sente com Samuel é leve, sereno.
Ela o conhece há poucos dias, mas ele a envolve numa sensação de segurança que ela não experimentava há anos.
Com Samuel, tudo é calmo.
Ela sabe que não vai cair, não vai se machucar.
Com Samuel, ela respira fundo e o mundo faz senti