Ariana caminha pela estrada de terra sem realmente ver para onde está indo. As luzes da pousada ainda estão longe, mas os pensamentos dela estão tão altos que abafam todo o resto, até o som dos próprios passos.
A culpa vem primeiro, como um nó no estômago. Ela sente vergonha, medo, raiva de si mesma.
E frustração, muita frustração.
Mas por baixo de tudo aquilo… havia algo ainda mais perigoso:
Eduardo.
Vivo.
Presente.
Latejando dentro dela como se os anos nunca tivessem passado.
Ariana começa