Helena
O escuro tem peso.
Não é apenas a ausência de luz, é uma presença opressora, densa, que se cola à pele de Helena como uma segunda camada. O chão sob seus pés é áspero, irregular. O ar cheira a ferrugem, poeira e óleo velho. Cada inspiração exige esforço, como se seus pulmões precisassem lutar para se manterem funcionando.
Ela não sabe há quanto tempo está ali.
Minutos? Horas?
O tempo deixou de existir no instante em que foi arrancada do carro, jogada naquele lugar e deixada sozinha, vend