Desirée
A delegacia está tomada por vozes sobrepostas, passos apressados, rádios chiando e telefones que não param de tocar. É um caos organizado, um organismo vivo em constante movimento. Mas nada disso realmente me alcança. É como se eu estivesse presa dentro de um túnel estreito e escuro, onde só existe um único som possível: o do meu próprio coração, batendo rápido demais, forte demais, como se tentasse fugir do meu peito.
Cada batida dói.
Entro atrás dos dois policiais que atenderam minha