O quarto de Carolina era um santuário modesto, mas naquela noite estava tomado por uma bagunça alegre de roupas e malas abertas. Caio segurava um vestido preto, avaliando com ar crítico, enquanto Marcela insistia que um casaco bege era mais versátil que o azul-marinho.
— Carol, sério, me ouve só essa uma vez — disse Caio, dobrando uma blusa com cuidado. — Não seria melhor você dar um jeito de ficar num quarto da república? Pelo menos até as coisas acalmarem aqui. A saúde mental agradece.
Ma