A cidade que recebeu Júlia tinha cheiro de começo. Não o tipo romântico, cinematográfico, mas aquele início real, áspero, que exige atenção. O hotel era funcional, impessoal, e o quarto parecia grande demais para alguém acostumada a dividir o espaço com outra respiração. Ainda assim, ela abriu a janela, deixou o ar entrar e se permitiu ficar ali, presente, sem tentar transformar tudo em casa no primeiro dia.
Desfez a mala com calma. Colocou o caderno na mesa. Pendiu a camisa de Daniel no encost