O sábado amanheceu preguiçoso, com uma luz suave atravessando as cortinas e pousando devagar sobre o quarto. Júlia abriu os olhos sentindo o corpo inteiro relaxado, como se tivesse finalmente aprendido a confiar no descanso. Daniel dormia de lado, o rosto sereno, uma das mãos estendida na direção dela, mesmo sem tocá-la.
Ela ficou observando por alguns minutos, percebendo como aquele gesto involuntário dizia mais do que qualquer promessa. Ele não segurava por medo de perder. Apenas estava ali.