O curso começou numa segunda-feira comum demais para carregar tanto significado. Júlia saiu de casa cedo, mochila leve nas costas, o caderno novo dentro como um segredo bom. Daniel ficou na porta observando, não como quem teme a distância, mas como quem respeita o movimento.
— Boa aula — ele disse, beijando-lhe a testa.
— Boa espera — ela respondeu, sorrindo.
Ele riu.
— Não é espera. É torcida.
No caminho, Júlia percebeu algo simples e poderoso: não estava nervosa. Estava curiosa. Havia passado