O dia amanheceu tranquilo demais para ser inocente.
Júlia percebeu isso enquanto observava Daniel sair para resolver pendências com a advogada. Havia algo no ar, uma espécie de pausa estranha, como o silêncio que antecede uma tempestade. Mesmo assim, ela respirou fundo e decidiu não recuar. Não iria viver esperando o pior.
Sozinha na casa, abriu uma caixa antiga que Daniel guardava no armário do escritório. Não era curiosidade invasiva, era intuição. Fotografias antigas, algumas cartas, recorte