Júlia acordou com o sol desenhando linhas douradas no quarto. Por um instante, ficou imóvel, respirando devagar, como quem testa a própria realidade. O braço de Daniel estava ao redor de sua cintura, firme, protetor, e o ritmo calmo da respiração dele dizia que aquela paz não era um sonho.
Ela sorriu.
Virou-se com cuidado, estudando o rosto dele de perto. As linhas suaves quando dormia, o cansaço escondido atrás de um semblante forte demais para ser apenas aparência. Passou a ponta dos dedos pe