Júlia não dormiu depois que Daniel saiu do quarto naquela noite. Não por medo, mas por clareza. Pela primeira vez desde o acidente, sua mente não estava vazia nem confusa. Estava firme. Como se algo dentro dela tivesse finalmente encontrado um eixo.
Ao amanhecer, pediu para ver Helena.
A enfermeira hesitou, tentou sugerir esperar pelos pais, pelo médico, por Daniel. Júlia recusou com um simples movimento de cabeça. Não era pressa. Era decisão.
— Agora — disse. E a palavra não deixou espaço para