A alta de Júlia veio dois dias depois, envolta em burocracias, assinaturas e olhares curiosos demais. Mas nada disso importava. Não quando Daniel estava ali, ao lado dela, segurando sua mão como se aquele simples gesto fosse um pacto silencioso contra o mundo.
Quando atravessaram a porta do hospital, o ar do lado de fora pareceu diferente. Mais vivo. Mais real.
— Então… — Júlia disse, respirando fundo — é aqui que tudo começa de verdade.
Daniel sorriu de lado.
— Ou recomeça.
Ele a levou para ca