A noite caiu silenciosa sobre o hospital, mas dentro de Júlia o mundo estava em ebulição. Ela não conseguia dormir. Cada som parecia distante demais, cada sombra no quarto parecia lembrá-la de uma única coisa: Daniel não estava ali.
E isso doía.
Ela se sentou na cama, abraçando os próprios joelhos, sentindo um aperto profundo no peito. Não era medo. Não era confusão. Era ausência. Uma ausência que seu corpo reconhecia antes mesmo da mente.
Ela não lembrava de Daniel no passado.
Mas o coração de