O dia começou estranho.
Não havia barulho no corredor, nem passos apressados de enfermeiros, nem o entra e sai habitual do hospital. Havia apenas um silêncio pesado, desconfortável, como se o prédio inteiro estivesse prendendo a respiração.
Daniel percebeu isso no instante em que saiu do elevador.
Dois homens o aguardavam perto da recepção da ala. Um deles usava crachá administrativo. O outro, um terno discreto demais para aquele ambiente.
— Senhor Daniel Moretti? — perguntou o homem do terno.