O dia seguinte amanheceu com uma leve névoa cobrindo a cidade. No hospital, o movimento começava a ganhar forma, enfermeiros passando pelos corredores, sons de monitor cardíaco ecoando de portas entreabertas. Mas o quarto de Júlia permanecia num silêncio especial — aquele silêncio que precede mudanças importantes.
Ela estava sentada, de pernas cruzadas sobre o colchão, segurando uma pequena bandeja com o café da manhã. Não conseguia comer, mas tentava. Daniel estava ao lado dela, de pé, observa