Apresso o passo, sentindo o coração bater como um tambor no peito. O hospital vai ficando para trás — os corredores frios, o aroma de desinfetante, os ruídos metálicos de equipamentos — tudo some à medida que me aproximo da porta da UTI 3. Meus dedos tremem levemente quando empurro a maçaneta da sala.
E lá está ela.
Dona Helena está acordada. De olhos abertos, sentada com a cabeceira da cama levemente erguida. Um pouco pálida, claro, mas lúcida. Os olhos marejados se voltam para mim assim que e