Os dias passam arrastados. A casa, antes um refúgio, agora parece mais um limbo silencioso onde tudo espera. Espero notícias, espero coragem, espero entender o que fazer com a saudade que me aperta o peito todos os dias. Dona Helena tenta manter a rotina, Ayla aparece sempre que pode. Mas nada preenche o vazio que ficou desde que vi o rosto dele na TV.
Naquela manhã, o celular novo vibra. Um número desconhecido. Sinto o estômago revirar. Atendo com hesitação.
— Alô?
— Senhorita Jade Oliveira?