Nos dias seguintes, a casa entra num ritmo diferente. Não exatamente calmo, mas focado. Ayla acorda cedo todos os dias, prepara café, senta comigo na varanda e me obriga a falar, a lembrar, a organizar as ideias. Ela diz que precisa ser assim, que quando a audiência chegar, eu não posso travar. Tenho que estar firme. Eu tento. Mas algumas lembranças ainda ardem demais.
— Vamos de novo. — diz ela, sentada de frente pra mim, com um caderno na mão. — O que você sentiu quando acordou e percebeu qu