Fecho a porta do quarto devagar, como se o som pudesse denunciar o que eu estou sentindo. Encosto a testa no vidro por um segundo, os olhos fechados.Respiro fundo, mas o ar não entra direito.
Um mês.
Um mês sem vê-la, sem encarar o que aquele olhar me faz sentir, achei que seria mais fácil.
Fugir. Me esconder. Evitar estar no mesmo cômodo.
Fugi todas as vezes que ouvi o som leve dos seus passos no corredor, toda vez que aquele cheiro, o cheiro doce de flores, invadiu meu caminho.
Mas não foi