— Jade... fica comigo.
A voz é baixa, grave, quente. Familiar.
Samuel?
— Ei, olha pra mim... eu tô aqui.
Meu corpo flutua em algum lugar entre o peso e o nada. Tento abrir os olhos, mas tudo é neblina. Tento falar, mas a voz não sai. Ainda assim, reconheceria aquele timbre em qualquer lugar. Meu peito se aperta. Ele está vivo. Ele está...
— Ela tá acordando — diz uma segunda voz, mais áspera.
O som de passos. A luz me atinge como uma lâmina. Geme alto alguma máquina. E então, o cheiro de hospit