Chego em casa quando o sol já se despede do dia, tingindo o céu com aquele laranja amargo que só me lembra uma coisa: eu tô ficando sem tempo.
O cheiro de comida vem da cozinha, misturado ao som baixo da televisão ligada na sala. Ouço a voz do Rigel dando risada com algum desenho, e o tilintar de pratos confirma que Jade já está preparando a mesa. Respiro fundo antes de entrar. Não quero transformar esse jantar em uma tempestade... mas talvez seja inevitável.
— Cheguei — digo, tirando as bota