No banco de trás, Rigel dorme com a cabeça encostada na cadeirinha, a respiração lenta e tranquila, como se nada no mundo pudesse tocá-lo. Um anjinho exausto depois de um dia longo demais. Dona Helena está do lado dele, mexendo no celular. E eu... eu tô aqui, do lado do Samuel, de novo.
Não paro de pensar no que aconteceu.
A porta trancada. O espaço apertado. O cheiro dele tão perto. A forma como ele me empurrou de volta pro banheiro, com aquele olhar que queima. Eu devia ter parado. Devia te