O sol já castiga o chão de cimento e o som da minha moto ecoa até silenciar por completo. Desligo o motor e retiro o capacete devagar, tentando deixar lá dentro metade da confusão que estou sentindo.
Ajeito a farda, respiro fundo e caminho pelo pátio até a sala do tenente Almeida. Ele já está ali, caneta na mão, rabiscando algo num papel qualquer, com a testa franzida e aquele copinho de café velho ao lado.
— Tenente — bato na porta aberta.
Ele ergue os olhos, me analisa por um segundo, e balan