MIRELA
Minha cabeça doía. Uma dor aguda, latejante, como se tivessem fincado pregos atrás dos meus olhos. A boca seca. A garganta arranhando. Tudo o que eu queria era água, mas... não conseguia me mexer.
Quando forcei os olhos a abrir, o primeiro instinto foi puxar o cobertor, me enrolar, me proteger. Só que não tinha cobertor. Nem cama, nem travesseiro, nem nada familiar. Era um colchão velho, jogado no chão de um quarto úmido e mal iluminado.
Amarrada.
Eu estava amarrada. Pernas, pulsos, tud