O avião cortava as nuvens com suavidade, como se respeitasse o silêncio cúmplice entre os dois. Luna olhava pela janela, contemplando a mudança de cores no céu ao pôr do sol. Do lado dela, Caio segurava sua mão com firmeza, os dedos entrelaçados como se tentassem preservar a paz que viveram nos últimos dias.
— Você acha que vai durar? — ela perguntou, sem tirar os olhos do horizonte.
— Se depender de mim, dura pra sempre — ele respondeu, com um sorriso que carregava mais verdade do que promessa