A produtora do documentário se chamava Júlia. Tinha pouco mais de trinta anos, voz serena e olhos que pareciam enxergar além das palavras. Quando encontrou Luna pela primeira vez, não disse nada — apenas a envolveu num abraço apertado e silencioso. Como quem compreende, mesmo sem precisar de explicação.
O estúdio era simples, quase caseiro. As luzes suaves criavam um ambiente acolhedor, longe do brilho duro da exposição. Um sofá confortável, uma câmera discreta, uma mesa com chá de ervas.
— A g