Na manhã de segunda-feira, Luna acordou com o som insistente de notificações. O celular vibrava sem parar sobre o criado-mudo, cada alerta como um soco seco no silêncio do quarto. Mensagens pipocavam como fogos de artifício descompassados, um carnaval sombrio de curiosidade e julgamento.
— O que tá acontecendo? — murmurou, ainda sonolenta, os olhos apertados pela luz que invadia a janela.
Caio já estava acordado. Sentado na beira da cama, com o celular na mão e o semblante tenso, não respondeu