(Ponto de vista dele — Ethan)
Era uma manhã comum.
Ou, pelo menos, deveria ser.
O céu de São Paulo estava limpo demais para a época do ano, a cidade começava a se mover lá embaixo com sua habitual pressa organizada, e meu escritório permanecia exatamente como sempre estivera: silencioso, funcional, impenetrável. Relatórios abertos na mesa, decisões pendentes na tela, números que exigiam atenção absoluta.
Mas eu não conseguia me concentrar.
Aurora estava diferente desde que acordamos.
Não era al