LAURA
O chão de pedra do galpão ecoava sob seus pés descalços. Era madrugada em Palermo, e a antiga academia da família Santorini estava vazia, exceto por ela e por Dominick. A cidade dormia, mas dentro daquela estrutura gélida, Laura Bianchi Santorini aprendia como acordar um monstro — o dela.
— De novo — ordenou Dominick, lançando uma faca curta em sua direção.
Laura a agarrou no ar. Os dedos doeram com o impacto, mas ela não recuou.
— Empunhadura errada. Você cortaria a própria mão num movim