O calor no pátio do presídio parecia brotar do chão rachado, misturado ao cheiro azedo de suor e concreto mofado. Mas nem o calor, nem o fedor, conseguiam se comparar à raiva que queimava dentro de mim. Um ódio silencioso, corrosivo, que me mantinha alerta, prestes a explodir. Tudo que eu queria era estar do lado de fora, com Isabela. Ver o rosto dela sem aquela expressão de medo. Um dia segurar meu filho nos braços e sentir que ainda tenho algum controle sobre a porra da minha vida.
Mas ali,