O sol castigava o pátio do presídio, refletindo no concreto com uma intensidade irritante, quase cruel. Mas dentro de mim, o calor não existia. Era tudo gelo. Frio. Congelado pela raiva.
Eu estava sentado no canto, no mesmo banco de sempre, olhando para o nada, mas com a mente fervendo. A imagem daquela mulher me perseguia como um fantasma desgraçado. Ela tentou tirar de mim o que eu mais amava. Ela tentou acabar com o meu filho. Com a minha família. Comigo.
E isso não ia ficar assim.
Meus p