Quando entramos em casa, o silêncio caiu pesado entre nós. Isabela andava devagar, mais por causa do abalo emocional do que por algum sintoma físico. A médica na UPA disse que ela estava bem, que o mal-estar era provavelmente resultado de estresse ou queda de pressão. Mas eu sabia que era mais profundo que isso. Algo estava corroendo ela por dentro.
Ela não disse uma palavra. Só caminhou direto até o banheiro e trancou a porta. Eu fiquei ali na sala, jogado no sofá, com a mente girando. Não er