Eu não sabia o que esperar quando entrei na casa da minha tia Rita. Mas, no fundo, esperava alguma coisa. Qualquer coisa. Um abraço, um conselho, uma palavra que me tirasse do abismo em que eu estava afundando. Mas tudo o que encontrei foi o cheiro de cebola fritando e o silêncio pesado de quem já viu demais para se abalar com o caos.
Ela estava na cozinha, mexendo uma panela qualquer, mas os olhos... os olhos estavam distantes, como se tivessem se cansado de olhar para o sofrimento dos outros