Eu observava Isabela com uma calma predatória, fria e calculada. Era o tipo de calma que vinha antes do ataque, mais ameaçadora do que qualquer grito ou explosão de raiva. Ela tentava disfarçar o desconforto, movendo as mãos de um jeito nervoso, cruzando e descruzando as pernas, evitando meu olhar. Mas eu via tudo. Cada respiração entrecortada, cada músculo tenso. Ela queria correr. Queria lutar. Mas já estava enredada demais para sequer perceber que era inútil.
O café esfriava na minha xícara