Os dias passaram, e a corda em volta do meu pescoço apertava mais a cada visita escondida. Ignorava os olhares de reprovação da minha tia, os cochichos das vizinhas, o medo latejando dentro de mim. Eu sabia que estava dançando no fio da navalha.
Mas o calor dos braços de Lucas era mais forte que qualquer juízo.
Eu era dele. Mesmo que isso me destruísse.
Eu sabia que era errado. Cada passo até a casa de Lucas, cada vez que eu me enfiava no meio dos becos para encontrar ele no pico do morro, e