Isabela Andrade
Eu nunca fui de tropeçar. Nem de esbarrar em ninguém. Mas o corredor da mansão pareceu conspirar contra mim naquela manhã. Eu e Matheo abrimos as portas ao mesmo tempo e, de repente, eu estava sobre ele.
Sobre Matheo Montclair.
O choque não foi forte, mas suficiente para me roubar o ar. O peito dele firme, as mãos em minha cintura, o perfume amadeirado misturado ao tecido caro do terno. O olhar dele, próximo demais, prendeu o meu de um jeito que não sei descrever.
— Me desculpa!