Isabela Andrade
O carro avançava silencioso pela avenida, iluminado pelas luzes douradas dos postes. Não era apenas silêncio, era um tipo de quietude carregada, cheia de coisas não ditas. Matheo mantinha os olhos fixos à frente, o maxilar levemente contraído, e eu sentia cada movimento dele.
O couro do banco estava frio contra a minha pele, mas a proximidade dele era um calor constante. O ar parecia mais denso do que o normal.
— Você está bem? — a voz grave dele rompeu o silêncio.
— Estou. —