Isabela Andrade
O salão da exposição era um templo moderno da arte. As paredes brancas e impecáveis formavam um contraste perfeito com as cores vivas das telas e esculturas, enquanto a iluminação era posicionada de modo calculado, criando halos de luz que tornavam cada obra quase sagrada. O som ambiente era discreto: música clássica ao fundo, o tilintar de taças de champanhe, vozes baixas conversando em francês, inglês, italiano.
Ao meu lado, Matheo avançava com aquele porte que parecia absorve