A tela caiu, mas a frase de Mauro continuou dentro da sala.
“Eu era a matriz.”
Ninguém conseguiu responder de imediato. Nem Jeremias. Principalmente Jeremias. Pela primeira vez, ele não parecia estar escolhendo a melhor mentira; parecia tentando lembrar qual delas ainda servia.
A maleta sobre a mesa de Mauro continuava aberta, soltando vapor frio. O núcleo de vidro rachado pulsava em azul, como se ainda estivesse vivo, e os arquivos projetados na tela da presidência permaneciam ali, cruéis pela