Mundo de ficçãoIniciar sessão"Eu não costumo deixar negócios pela metade... e tenho excelente memória para aquilo que considero meu." Apolo Ferraro é um bilionário poderoso, acostumado a conseguir tudo o que deseja. Há quatro anos, Kayla viveu uma única noite inesquecível com um homem misterioso e desapareceu antes do amanhecer, determinada a nunca mais vê-lo. Agora, finalmente conquistando o emprego dos seus sonhos, ela descobre que seu novo chefe é justamente o homem que tentou esquecer. O problema é que Apolo a reconheceu. E está decidido a descobrir por que ela fugiu. O que ele ainda não sabe é que Kayla guarda um segredo capaz de mudar sua vida para sempre: um menino de 3 anos com os mesmos olhos azuis intensos que os dele. Entre desejo, segredos e uma atração impossível de ignorar, Kayla e Apolo descobrirão que algumas ligações não podem ser apagadas... e que o passado sempre encontra um jeito de voltar.
Ler maisAngra dos Reis parecia um cartão-postal de tão perfeita. O céu estava dourado por causa do pôr do sol e o mar parecia um espelho, mas eu só conseguia sorrir dentro daquele táxi.
Dessa vez, o Carlos não teria escapatória. Chega de desculpas, de "vamos esperar" e de beijos rápidos. Eu estava cansada de ser a única virgem do meu grupo de amigas, exausta de inventar desculpas sobre a minha vida sexual e, acima de tudo, frustrada por ser rejeitada pelo cara que eu namorava desde os dezoito anos. Nossos pais eram sócios, então crescemos juntos. O Carlos sempre foi o genro perfeito que todo mundo aprovava, mas, na intimidade, ele mal me tocava. Dizia que estava me "respeitando" até o casamento, e eu tentava acreditar. Ajustei o sobretudo bege, sentindo a renda da calcinha vermelha raspar na pele. Era um modelo sexy demais, daqueles de enlouquecer. Pela primeira vez na vida, aos vinte e dois anos, eu queria me sentir desejada. Desci no resort e caminhei até a recepção, fingindo uma segurança que eu não tinha. — Kayla Garcia. Sou noiva do Carlos Araújo — falei para a recepcionista. A mulher sorriu ao olhar a tela do computador. — Ele está na suíte executiva. Vou avisar que a senhorita deseja vê -lo... — Não precisa! — interrompi, rápida, mostrando uma foto nossa no celular para não ter erro. — É nosso aniversário de quatro anos. Quero fazer surpresa. Ela se derreteu pelo romantismo e me entregou o cartão do quarto. O elevador subiu até o último andar e meu coração parecia que ia sair pela boca. Diante da porta, passei mais um pouco de gloss, arrumei o cabelo e passei o cartão. A suíte era imensa e estava no maior silêncio, iluminada só pelas luzes da varanda. Joguei minha bolsa no sofá e ouvi o barulho do chuveiro ligado. Tomei coragem, tirei o sobretudo e fui até o banheiro. Mas, quando cheguei perto da porta entreaberta, meu mundo caiu. Eu ouvi um gemido. Um gemido de homem, bem ofegante. — Lucas… — a voz do Carlos ecoou lá de dentro. Meu estômago embrulhou. Empurrei a porta de vagar e a cena acabou comigo. O Carlos estava prensando o Lucas contra a parede do box, os dois se beijando desesperadamente embaixo da água. Ele segurava a cintura dele com uma força e um desejo que nunca, em quatro anos, tinha demonstrado por mim. Fiquei congelada, sem conseguir respirar, até que o Carlos virou o rosto e me viu. Ele ficou pálido na hora. — Kayla... — ouvir meu nome na voz dele me quebrou por dentro. O Lucas se afastou correndo, assustado. Naquele segundo, tudo fez sentido na minha cabeça: as viagens longas, os beijos frios, a falta de toque. O problema nunca tinha sido eu. Nunca. Meus olhos arderam e o Carlos saiu do box do jeito que estava, pelado e desesperado. — Kayla, espera... — Não encosta em mim! — gritei, dando um passo para trás. Eu odiava chorar na frente dele. — Eu posso explicar — ele disse com a voz sumindo, passando a mão pelo cabelo molhado. Soltei uma risada que veio rasgando a minha garganta. — Explicar o quê? Que meu noivo sente atração por homens ? Você devia ter sido honesto e me falado a verdade há quatro anos, e não me deixar viver uma mentira. Mas o pior não foi ver a cara de culpa dele. Foi ver o alívio nos olhos dele. Parecia que ele estava se libertando de uma prisão, enquanto eu continuava ali, parecendo uma idiota, tentando me cobrir com as mãos. — Kayla, por favor... Eu não queria te machucar. — Então por que me enganou durante todo esse tempo ?! — berrei, e minha voz ecoou no banheiro. Ele hesitou, engolindo em seco. — Porque foi a condição que meu pai exigiu para eu continuar na presidência da empresa. Ele descobriu sobre minha orientação sexual e disse que eu precisava me casar com você para manter as aparências. Se eu não casasse com você, ele me tiraria tudo. Achei que se eu fosse discreto, você nunca iria descobrir... Me desculpa. Olhando para ele, vi que o Carlos também estava sofrendo com aquilo tudo , preso nas mãos de um pai homofóbico. Mas isso não dava o direito de me usar como escudo. O dinheiro e o status importavam mais para ele do que os meus sentimentos. Antes que eu dissesse mais nada, o Lucas soltou uma risada debochada lá de trás. Ele ajeitou o cabelo molhado e me mediu de cima a baixo com o maior desprezo do mundo. — Na boa, Carlos, por que você está dando tantas explicações para ela ? — Lucas provocou, com um sorriso maldoso. — Mesmo que você sentisse atração por mulheres , nunca ia querer nada com ela. Olha para ela.. Essa beleza toda não serve para nada. Ela é" sem sal," inexperiente demais. Uma patricinha mimada e grudenta que você era obrigada a aguentar para agradar seu pai ...Devia estar aliviado por ter a chance de se livrar dela . — E você, queridinha devia … — continuou Lucas de forma cruel. continuou Lucas de forma cruel, ajeitando o cabelo molhado com um sorrisinho de lado, mas antes que terminasse o que ia dizer Carlos o interrompeu. — Lucas, chega, porra! Não complica mais as coisas! — Carlos esbravejou, a voz saindo cortada pelo desespero enquanto ele tentava segurar o braço do amante. Carlos virou os olhos cheios de culpa para mim, os ombros caídos, parecendo carregar o peso do mundo ao me ver desabar. — Kayla, por favor... As coisas não são bem assim, eu... Aquilo acabou comigo. Ver o Carlos me olhando com pena enquanto o outro me humilhava foi o golpe de misericórdia. O banheiro parecia estar rodando e o ar sumiu dos meus pulmões, mas a dor excruciante virou ódio na mesma hora. Limpei a lágrima que escorria pelo meu rosto, respirei fundo e, com as mãos tremendo de puro asco, arranquei a aliança de noivado do meu dedo. Olhei bem nos olhos dos dois e joguei o anel com toda a força no chão. O metal fez um barulho alto, ecoando de forma cortante ao bater contra o piso de mármore. — Vão para o inferno, os dois! — gritei, com todo o nojo que consegui juntar na garganta. — Espero nunca mais ver a cara de nenhum de vocês na minha vida! Virei as costas, puxando o sobretudo bege com força para tapar o meu corpo, e saí correndo daquela suíte. Bati a porta do quarto com um estrondo, deixando para trás os dois e a mentira inteira que quase me destruiu.Kayla A voz de Carlos soava como um ruído de fundo, distante e abafado. Eu fingia olhar para ele, mas a verdade é que eu não conseguia prestar atenção em uma única palavra do que ele dizia. Minha mente estava presa naquele corredor escuro, revivendo o toque das mãos de Apolo na minha pele nua, e logo em seguida sendo bombardeada pela imagem dele saindo daquele restaurante de braço dado com a ruiva. Que mentiroso canalha. Um mulherengo que fala uma coisa e faz outra. Nem parecia o homem que, instantes atrás, me beijava cheio de desejo, possessivo, jurando que eu era a única que ele queria. Agora, ele estava saindo dali direto para a cama de outra mulher. Senti uma pontada tão forte de ciúmes e indignação no peito que precisei apertar o guardanapo de tecido sob a mesa para minhas mãos não tremerem. — Kayla? Ei, você está me ouvindo? — Carlos passou a mão de leve na frente do meu rosto, me trazendo de volta à realidade com um sobressalto. Ele sorria, mas tinha o cenho levemente franzi
Apolo Virei as costas e caminhei de volta para o salão do restaurante com o sangue fervendo e as mãos enfiadas nos bolsos do terno, fechadas em punhos tão apertados, tamanha minha fúria. " vamos Para a cobertura dele." Aquelas palavras malditas ecoavam na minha mente como um eco torturante. Pensar em Kayla, depois de ter sido minha daquele jeito no corredor , depois de ter gemido contra a minha boca, se entregando daquela forma aos meus beijos , ela estava saindo dali para ir direto para cama com outro , um cara que não teve nenhuma consideração por ela e nem pelo filho Eu queria quebrar alguma coisa. Queria voltar lá, e leva -la comigo a qualquer custo se fosse preciso e trancá-la na minha própria cobertura até que ela esquecesse que qualquer outro homem existia. — Apolo! Onde você se meteu? Fui atrás de você no toalete e não te achei em lugar nenhum — a voz ríspida do meu avô me trouxe de volta à realidade assim que me aproximei da mesa. Ele me encarava com o cenho franzid
Apolo se afastou alguns centímetros, endireitando a postura e ajeitando o paletó com uma calma que me irritou, embora seus olhos ainda estivessem escuros de desejo. — Você tem razão, Kayla. Estamos acompanhados e seria uma loucura sair daqui sem dar nenhuma satisfação — ele disse, recuperando a voz controlada do chefe arrogante que eu já conheci.. — Você àquele imbecil, que se nega a me dizer quem é... e que agora pouco me importa. porque sei que é a mim que você quer. E devo dar alguma satisfação ao eu ao meu avô, ao amigo dele e à Paloma. — Então esse é o nome da sua acompanhante? Um nome tão bonito quanto a dona — disparei, incapaz de conter a acidez do ciúme que me corroeu por dentro ao lembrar da ruiva. Um brilho de diversão cruzou o rosto dele. — Não precisa ficar com ciúmes, Kayla. Eu não estou nem aí para ela. Deixei bem claro aqui que a única mulher que eu desejo é você. — Mas não deveria — retruquei, recompondo a minha postura e limpando o canto da boca com o dedo par
Apolo me puxou com força contra o seu corpo grande, robusto e rígido, e no mesmo instante eu pude sentir o quanto ele estava excitado. No primeiro segundo, o choque e o orgulho me fizeram resistir; tentei interromper a posse crua dele , reivindicando a minha boca , mas o beijo dele era faminto, exigente e implacável. O calor da sua boca dominou a minha com uma urgência tão brutal que todos os meus sentidos entraram em colapso. Meu corpo traidor amoleceu. Cedi, abrindo os lábios e permitindo que nossas línguas se encontrassem em um ritmo frenético e pecaminoso. Fomos completamente engolidos pela sensação avassaladora de que pertencíamos um ao outro, uma faísca de lembrança soprando na mente, como se já tivéssemos experimentado aquele mesmo prazer antes. Uma das mãos grandes de Apolo subiu até a minha nuca, enterrando os dedos firmes entre os meus cabelos longos e sedosos, prendendo-me naquele contato. A outra mão desceu com possessividade pelas minhas costas inteiramente nuas. O toque





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