A cadeira de Helena estava vazia.
Foi isso que me deu medo de verdade. Não a ameaça, não a seringa, não a maleta com meu nome, não Mauro diante da matriz. A ausência. Aquele quarto claro sem ela, a janela redonda no fundo, o cobertor caído no chão e a câmera ligeiramente torta, como se alguém tivesse removido uma mulher doente com pressa demais para arrumar o cenário.
Jeremias esqueceu a plateia.
— Localizem o transporte — ordenou.
A voz dele saiu diferente. Sem perfume, sem verniz, sem aquele