A minha voz saiu da maleta.
— Eu autorizo.
Por um segundo, foi tão absurdo que meu corpo quase acreditou. Era minha entonação, meu ritmo, até aquela rouquidão pequena que aparecia quando eu estava cansada. Só não era eu. Eu estava ali, em pé, com o celular de Beatriz na mão, dizendo não. E a máquina sobre a mesa de Mauro dizia sim com a minha boca emprestada.
Larissa soltou um palavrão tão sincero que quase furou o teto.
— Ela clonou sua voz.
Beatriz pegou o celular de volta e virou a câmera pa