Mundo de ficçãoIniciar sessãoUm casamento forçado por um golpe Um contrato de conveniência. E um herdeiro inesperado que mudará todas as regras do jogo. Catarina achava que sua vida como camareira em Pahrump já estava no limite entre o trabalho exaustivo e os cuidados com o irmão doente. Ela só não imaginava que viveria seu pior pesadelo. Drogada e vulnerável, Cat acorda em uma suíte de hotel sua virgindade roubada e uma certidão de casamento. Do outro lado da cama está Noah Hampton, o implacável e bilionário CEO da Hampton Global. Vítima da mesma armadilha, ele desperta furioso e descarrega todo o seu ódio nela, rotulando-a imediatamente como uma golpista interesseira. Noah quer a anulação imediata, mas uma cláusula oculta no testamento de seu avô o obriga a uma escolha cruel: para não perder o controle de seu império, precisa permanecer casado por exatamente um ano. Diante do caos, um acordo rígido de conveniência é assinado. Noah decide fazer da vida de sua esposa indesejada um inferno, enquanto enfrenta o escândalo público alimentado por sua ex-noiva e seus parentes. Porém, sob o mesmo teto na alta sociedade de Los Angeles, a resiliência e a doçura de Cat começam a perfurar a armadura de gelo do magnata, despertando um ciúme possessivo que ele se recusa a aceitar. Mas justo quando o desejo começa a falar mais alto que o preconceito, uma descoberta bombástica muda o destino deles: Catarina está grávida do herdeiro Hampton. Noah está pronto para rasgar o acordo e transformá-la em sua esposa real, mas o medo consome Cat: ele a quer de verdade ou só está interessado no filho? Em meio a mentiras e segredos o bilionário arrogante terá que correr contra o tempo para provar que o maior golpe não foi contra sua fortuna... mas contra o seu coração.
Ler maisA primeira coisa que Catarina Sullivan percebeu naquela manhã foi a dor de cabeça insuportável.
Antes mesmo de abrir os olhos, tudo parecia fora do lugar.
Tentando se espreguiçar, sentiu um peso sobre o corpo.
Não era só a dor na cabeça; havia alguma coisa prendendo-a.
Teria seu irmãozinho amarrado seus braços?
Cat forçou os olhos a se abrirem e notou que o quarto estava na penumbra.
Tentou se soltar e percebeu um braço masculino sobre si.
Aquele era seu empecilho.
Fechou novamente os olhos e os apertou com força. Só então os abriu outra vez.
Não estava sonhando.
Havia um homem em sua cama!
Catarina Sullivan não dividia a cama com homens!
Sua mãe a ensinara a valorizar a si mesma e a não dormir com um homem com quem não fosse casada.
Ela mal havia beijado!
Aos vinte anos, toda a sua experiência com o sexo oposto se resumia a brincadeiras bobas da adolescência, que resultaram em alguns beijinhos em garotos tão inexperientes quanto ela.
E aquilo fazia muito tempo!
Desde que seu pai se casara novamente, sua vida era apenas trabalho.
Não saía para dançar nem para se divertir como as garotas da sua idade.
Estava sempre muito ocupada ou cansada demais.
Cat empurrou o braço do sujeito, e ele rolou para o outro lado.
Só então tentou se sentar e descobrir o que estava acontecendo.
Não conseguiu.
O mundo ainda girava, e sua cabeça parecia prestes a explodir.
Deitada na cama, com o pânico começando a surgir, fez uma varredura do cômodo com seus olhos míopes.
Não conseguia enxergar direito.
Não conseguia nem mesmo saber se estava em seu quarto.
Mas, com certeza, não estava.
Cat nunca levaria um homem para lá.
Alguma coisa estava errada.
- Pensa, Cat. O que aconteceu?
Resmungou para si mesma e começou a forçar a mente a explicar aquilo.
Não foi possível.
Sua memória era um borrão.
Tateou ao lado em busca do celular e acabou encontrando os óculos.
Suspirando aliviada, Cat olhou para o quarto e percebeu que era uma suíte de hotel, mas não do hotel onde trabalhava.
O lugar era mais sofisticado.
A cortina blackout impedia que o sol entrasse pela janela.
A pouca luz vinha do banheiro.
Forçou-se a respirar profundamente quando tudo voltou a girar à sua volta.
Aos poucos, sua cabeça pareceu encontrar o equilíbrio, e ela se permitiu olhar o homem ao seu lado.
Não foi possível ver muito.
Ele estava de costas para ela, mas tinha ombros largos e cabelos escuros.
Não o reconheceu.
Ela estava na cama com um estranho!
Com um gemido que expressava mais desespero do que dor, tentou levantar e sair dali.
Não fazia ideia de como ou quando fora parar naquele quarto.
Teria sido armação de Mercedes?
Ou teria sido Lupita?
Sua madrasta e sua irmã mais velha não suportavam dividir a casa com ela.
Já a teriam expulsado se a propriedade não fosse a única coisa que Cat possuía.
A casa fora um presente de seu avô materno, e ninguém podia expulsá-la.
Isso não significava que elas não pudessem arrumar problemas para ela.
Se o estranho fosse alguém levado por uma delas, com certeza seria algum criminoso ou um velho nojento.
Não fazia muito tempo que ela ouvira Mercedes comentar que o Sr. García, chefe de seu pai, estava à procura da quinta esposa.
Ninguém sabia exatamente o que acontecera com as quatro anteriores, mas todas morreram de forma estranha.
Cat olhou para as costas do sujeito mais uma vez.
Não era o Sr. García.
Era alguém jovem.
Alguém que, com certeza, se exercitava e não vivia na ociosidade.
Menos mal.
Mas poderia ser um bandido.
Ou um assassino.
O mais provável era que fosse um estuprador.
O medo a dominou, e ela se arrastou até o banheiro.
Precisava se vestir e sair dali.
Fosse aquele lugar onde fosse.
Cat caminhou com dificuldade.
Sentia dores por todo o corpo.
Teria sido estuprada?
No banheiro, começou a procurar marcas de violência.
Não encontrou sinais de agressão física nas partes visíveis do corpo, e aquilo lhe causou ainda mais ansiedade.
Cat não era esse tipo de mulher.
Como podia ter dormido com alguém que nem conhecia?
Teria perdido a memória?
Não conseguia imaginar o que havia feito, nem qualquer outra coisa.
O gosto amargo na boca poderia significar que ingerira álcool?
Teria se embriagado e cometido tamanha loucura?
Ou teria sido drogada por uma das mulheres da família?
Daquelas duas ela esperava qualquer coisa, inclusive ser dopada e colocada em um quarto de hotel com um criminoso.
O vestido cinza não se parecia com nenhuma roupa sua, a menos que realmente tivesse perdido as lembranças por alguma razão.
Um bordado com a logomarca de um hotel chamou sua atenção.
Não era do lugar onde trabalhava.
Pelo menos, não do trabalho de que se lembrava.
Vestiu-se e percebeu o quanto a parte inferior do vestido ficava justa em seu quadril, enquanto a parte superior estava folgada.
Mercedes sempre zombara de seu corpo desproporcional.
Lupita ria, dizendo que ela nunca encontraria um marido.
Agora, estava com alguém em um quarto e, pelo que sentia, certamente não era mais virgem.
Uma lágrima escorreu por seu rosto, seguida de muitas outras.
Por um longo tempo, permitiu-se chorar pela perda.
Quando suas emoções se acalmaram, saiu do banheiro e procurou suas coisas.
Precisava encontrar o celular e descobrir o que havia acontecido.
Necessitava saber se sua família armara tudo aquilo para tomar sua única herança.
Estaria seu pai envolvido?
Desde que sua mãe lhe confidenciara que o pai amava a ex-namorada muito mais do que amava as duas, Cat se sentia insegura em relação a ele.
Seu pai mudara muito depois que Mercedes voltara a fazer parte de sua vida.
Luiz Fernando era agora um homem amargo e irritado.
Não se parecia em nada com o pai que ela conhecera quando sua mãe ainda era viva.
Na mesinha de cabeceira, bem ao lado de onde estivera deitada, havia um papel.
Quando leu o que estava escrito, soltou um grito.
Estava casada!
Aquele papel era uma certidão de casamento.
Como aquilo havia acontecido sem que ela se lembrasse de nada?
- O que foi?
O homem desconhecido havia acordado!
A visão da ilha de St. Thomas era um contraste gritante com sua terra natal.Cat não conseguia esconder o deslumbre diante das paisagens verdes e exuberantes.Um Ford Raptor os aguardava na pista de pouso, e o guia contratado por Justin os levou até a mansão.Quem poderia imaginar que ela estaria, pelo segundo dia consecutivo, andando em um carro de luxo?Nem em seus sonhos mais loucos haveria espaço para aquilo tudo.Ela não conseguia evitar o olhar de encanto diante da paisagem que avistava.Noah, ao seu lado, parecia constantemente zangado.Quando chegaram à mansão, Catarina explodiu de admiração.- Minha nossa! Você deve ser tão rico quanto o George Clooney!- Como se não fosse por causa disso que você me encurralou!Noah deu-lhe as costas e saiu pisando duro.Justin dirigiu-lhe um olhar de simpatia, e isso foi o suficiente para fazer sua empolgação desaparecer.Era horrível estar sob a mira do marido e pior ainda não ter provas de sua inocência.Mia não ligou.A amiga visualizou
Justin trouxe uma equipe de limpeza para colocar o jatinho nos eixos.Cat estava sentada na poltrona, toda encolhida, como uma criança assustada depois de aprontar uma bagunça.Noah parecia prestes a ficar careca de tanto puxar os cabelos, irritado.- Quando o jato estiver pronto, nós iremos para o Caribe. St. Thomas é o melhor lugar. Ou podemos ir para St. John.- Faça reservas em St. Thomas. Escolha uma propriedade privada.- Tudo bem. Vou resolver isso agora mesmo.Cat ficou imaginando como seria o lugar para o qual estavam indo.Noah estaria planejando largá-la em uma ilha no meio do nada?O medo voltou com força.Sua mente tentava encontrar respostas sobre a noite anterior, o que salvaria sua vida.Nunca imaginou que pudesse ter perda de memória, mas simplesmente não conseguia se lembrar de absolutamente nada das últimas vinte e quatro horas.Quando o jato ficou pronto, eles alçaram voo, e Cat começou a chorar.Tinha certeza de que Noah a jogaria no meio do mar e não sobraria nem
As horas se arrastavam.Noah estava impaciente para seguir em frente.Não tinha ideia do lugar onde teria que ficar escondido até Catarina ser capaz de aparecer perante sua avó e a sociedade.Justin não havia retornado, o que significava problemas.Seu celular não era confiável desde Vegas, e ele se recusou a ligá-lo.O notebook era tudo o que tinha para saber do mundo fora dali.As notícias não eram boas.Sua ex deu uma entrevista completa ao principal site de fofocas de Hollywood, afirmando que ela e Noah vinham enfrentando problemas havia meses.Vivian se pintou como uma mulher que foi vítima da tentativa de manter um relacionamento com um homem de gosto duvidoso.Ela chegou até mesmo a insinuar que Noah havia flertado com sua empregada.Se aquilo não fosse o cúmulo do absurdo, havia a entrevista da namorada de Hugo, a atriz em decadência Amber Thorne.Ela estivera em um podcast falando sobre o gosto peculiar de seu futuro primo.Amber falou ao entrevistador que Noah tinha um verda
Noah estava ansioso para chegar à sua casa.Precisava colocar sua vida de volta no lugar.O único problema era sua esposa.Como levar alguém tão incompatível para o seu mundo?Ele já podia ouvir as críticas de sua avó e as zombarias de Hugo e seus amigos.Catarina Sullivan não possuía uma única característica que se encaixasse em seu mundo.Desde que eles haviam entrado no jatinho, ela parecia deslumbrada.Os olhos azuis se arregalavam a cada visão de algo diferente do seu mundo limitado.Noah tentou encontrar algo que ajudasse a tornar aquele casamento aceitável, mas, cada vez que ela se admirava com alguma coisa, ele só sentia aversão.Ela era uma caipira!Uma garota tão abaixo de seu nível que não chegava aos pés de seu funcionário mais humilde.Como aquela mulher poderia ser sua esposa?Como ele andaria de mãos dadas com ela perante a sociedade?Quem planejou aquilo o odiava e desejava humilhá-lo ao máximo.Só existiam duas pessoas que ele sabia odiá-lo naquela intensidade: sua av










Último capítulo